Eu não disse?


Do Blue Bus:
Segunda-feira, 23 Novembro 2009, 10:55 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

No Google | O escritório é sensacional, mas, acredite, eles querem sair
10:07 O escritório do Google em Nova Iorque é o sonho de muita gente – chefs de cozinha premiados sao convidados para cozinhar para os funcionários, máquinas de guloseimas oferecem lanchinhos grátis e outros mimos sao parte da rotina de quem trabalha ali – Blue Bus mostrou. Mas, apesar de tudo isso, um terço dos 14 funcionários citados pela Business Insider estao querendo sair. Uma das hipóteses é a de que, trabalhando para o Google, eles acabam tao valorizados pelo mercado que passam a receber ofertas ainda melhores de outras empresas. Deve ser mesmo difícil trabalhar nessas condiçoes ;- ). A notícia é do Valleywag.



Amigos, amigos: e negócios fazem parte
Sexta-Feira, 20 Novembro 2009, 9:02 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Durante a Mostra Sesc tive a oportunidade de pensar e executar uma teoria já acalentada há tempos sobre o jornalismo: a de que o bom profissional se faz com a prática, e para isso, basta ser esperto e saber escrever.

Outra coisa em que sempre acreditei é que as pessoas talentosas merecem respeito e oportunidade. E, para mim, a base do talento é a força de vontade. É topar desafios só para aprender e ver no que dá.

Quando precisei de ajuda no jornal, lembrei de duas pessoas que atendiam a boa parte destes requisitos: Yasmine e Alexandre. Ela das Letras, ele, da História. Toparam na hora.

Procurei direcionar o trabalho deles para as áreas que mais renderiam. Assim, o Xamex ficou com Música, e a Mine com Artes Visuais. Juntando o gosto que tinham pelas áreas escolhidas ao clima de parceria que se formou a seguir, esta foi uma das experiências mais legais que já tive.

Eles me chamavam de chefe, para tirar uma com a minha cara. Mas não tinha disso. Eu só estava ali pra aconselhar e revisar, e quase nada. Poucos eram os erros: de português ou de informação.

Diante de tantas crises com os outros integrantes da redação, vivi com eles em um oásis de criatividade e profissionalismo.
Hoje acredito na amizade, na liberdade e no bom humor como pré-requisitos para uma equipe bem formada. E eles me ensinaram isso. Espero poder repetir a dose.



Só na base da cartase
Quinta-feira, 19 Novembro 2009, 1:08 pm
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Quarenta dias em São Paulo e o medo de voltar para o Crato era imenso. E se eu quisesse ficar? E se eu não conseguisse me adaptar novamente a São Paulo?

Mas o que aconteceu nos últimos sete dias, só Freud para explicar, a começar pelo final: apesar de ter vivido dias dos mais felizes de todos por lá, não tive vontade de chorar, não lamentei me despedir dos que eu gosto. Também não estava imensamente feliz de voltar. Para falar a verdade, nem feliz eu estava. Acontece, porém, que tive uma certeza imensa de não estou indo embora. Estou passando temporadas cá e lá.

O nordeste será meu destino final. É para onde voltarei para casa, sim. Mas isso, sabe-se lá quando.
Por enquanto, sei que o passado, definitivamente, é uma roupa que não me serve mais. Pela primeira vez, em três anos, deixei o Crato sem chorar por quem nunca me quis. E por um motivo bem simples: eu que não quero mais. E não houve prova maior do que a que eu vivi nesses dias.

Também não me doeu voltar à Casa Grande. Certeza, imensa, de que lá também não me cabe. Amor imenso pelos tantos abraços que recebi dos meus aluninhos queridos, e um agradecimento IMENSO, por toda a oportunidade que tive por lá.

Nestes dias trabalhando na Mostra Sesc vi o resultado de dois anos dedicados à Nova Olinda: os contatos que fiz lá ultrapassaram os muros e os desencontros de ideias que tive com a Fundação.

E, depois de tudo isso, também acredito que haja perfeição. Mas estou querendo ficar bem longe dela: nunca mais quero ficar agoniada por ter algo pendente no Cariri. Aliás, em canto algum.



Só gosto de gente
Terça-feira, 17 Novembro 2009, 12:02 am
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Cinco dias no Crato, e São Paulo me parece tão distante quanto o Cariri olhado do Ipiranga. Aqui, não me vem à cabeça outro lugar para morar. Em São Paulo, me pergunto como viver sem as regalias da grande cidade.

Como consigo ser assim?

Descobri que o único tipo de coisa que me prende a um lugar é o tipo humano.



Ai, Recife…
Quinta-feira, 12 Novembro 2009, 10:28 am
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Felicidade é passar o dia em Recife depois de oito meses distante.

É  falar besteira com a amiga querida tomando caipirinha de morango em Boa Viagem.

Dificuldade é responder para a moça do aeroporto a pergunta: “você é da onde?”.



Tá pensando que a vida é fácil?
Terça-feira, 10 Novembro 2009, 2:19 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A proposta era tentadora: passar dois dias em Recife, com direito a uma ida no bar Central, conhecer a casinha nova da Priu e rever o Luquinha.

Depois, partir para a Mostra Sesc Cariri. Lindo.

Ontem até fiz um esquenta, indo à Mercearia São Pedro, que é um daqueles bares feitos pra fingir que São Paulo é menor do que realmente imaginamos. Revi pernambucanos. Tava só no ritmo do frevo.

Eis que agora recebo uma ligação do Sesc pedindo pra eu escrever o jornal da mostra, o Flor de Pequi. Já eram as pernas para o ar. Já eram os dois dias de Recife. Mas lá vem um monte de coisas legais pra fazer.

Mariana, seu sobrenome é trabalho. (E essa frase foi extremamente brega).



Desculpa se eu pensei…
Segunda-feira, 9 Novembro 2009, 2:14 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

(Da série: Tudo acontece em Mariana Albanese Town)

Se sua vida é chata, venha ser eu! Todo dia tem uma novidade por aqui. A de hoje foi a resposta do diretor do filme Ponto de Virada, Frank Mora, sobre um post que coloquei dias atrás.

Nele, falava APENAS, que eu tive uma ideia, que outra pessoa teve essa ideia, e que ela foi mais rápida que eu. Se era a mesmíssima coisa, não sei. Como expliquei por lá, não pude ver o filme.

E pronto.

Mas eis que recebo o seguinte comentário do diretor estressado (que começou errando meu nome):

Mariane, caríssima. Voce deveria mesmo assitir meu documentário. Tenho certeza que vai, como todos que assitiram, se supreender com os depoimentos, que ao contrário do que imagina voce e outros tantos que talvez tivessem tido essa mesma ideia, ficarão estupefacientes com( volto a dizer)as respostas dos participantes do filme.Viradas finaceiras,ou bem sucedidas como sugeriu que fosse o filme é uma impressão rasteira e reduzida da proposta do PONTO DE VIRADA . Aliás isso voce e mais de um milhão de pessoas já pensaram. Mas escolhi voce para responder a tantos outros milhares que comentem nesse momento de reconhecimento artístico e profissional, sempre essas impressões covardes a cerca de uma ideia que tenho certeza, não pariu de uma cabecinha tão mediocre quanto a sua e esse seu texto.

Guarde bem meu nome pra meus próximos filmes e escolha outras vítimas para suas frustraçoes, ok!?

FRANK MORA
Frank Mora

Então, não deveria, mas vou explicar:

- No texto eu digo que ele NÃO copiou minha ideia, porque SIMPLESMENTE não tinha como. Provavelmente, quando eu pensei nisso o filme já estava sendo rodado.

- Minha cabecinha teve a mesma ideia que a dele, ou semelhante. Isso quer dizer que a dele também é medíocre?

- Bom, de resto, desculpa se eu pensei. Vou tentar não fazer isso das próximas vezes.

ABRAÇÃO, Frank!



…?!?….
Quinta-feira, 5 Novembro 2009, 3:59 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A mesma prima do post abaixo fez a pergunta clássica quando me viu:

- Você veio para ficar, ou vai embora?
- Eu vim para ir embora, mas vou ficar.
- …?!?….

Madame “estou-indo-contrariada-pra-São-Paulo-porque-minha-casa-é-no-Cariri-e-eu-odeio-poluição”, pensou, alguém de plantão ouviu, e fui chamada para ser fixa no site da Contigo!. Desde já.

Em seguida, pensei que estava um calor danado e que poderia chover. Voltei ensopada para casa.



Vila de Piratininga
Quinta-feira, 5 Novembro 2009, 3:54 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Fui de manhã a uma reunião na Contigo!, e quando saí, liguei para minha tia Morena, peguntando se ela estaria em casa para eu visitá-la. “Não, farei um curso de tarde”.

Beleza, fui andar na Paulista encontro a prima do meu pai: “nossa, você aqui?”. “Vai pra onde, Vivetinha?”, perguntei. “Para a casa da minha mãe. Tenho que dar aula de astrologia para a Morena“, ouvi.

Oi? Alguém aí disse que São Paulo é uma vila?



Besta é tu!
Terça-feira, 3 Novembro 2009, 3:24 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Envelhecer tem suas vantagens. A gente vai ficando mais político, achando um jeito de dizer “não”, sem ser desagradável.
Com o tempo, aprendi a me fazer de besta. Faço isso, principalmente, com quem acha que está sendo mais esperto que eu. Provavelmente existem os que realmente me fazem de besta. Mas tenho certeza, também, que outro tanto de gente não saca minha ironia, e devo isso em grande parte à minha cara de bebê.

Sei que com isso levo fama de ser ingênua, “menininha”. Mas tudo bem: vale tanto pra profissão, quanto pra vida pessoal. Fácil me fazer de desentendida quando não quero ficar com uma pessoa: eu simplesmente finjo que não entendi a sutileza de um convite. Tasco uma coisa bem nada a ver no meio, para quebrar o clima, e passo por boboca.

Me fazem de trouxa profissionalmente? Claro. Sorrio, finjo que a vida é assim mesmo. Na próxima esquina a gente se encontra.



Praticamente um show de Truman
Segunda-feira, 2 Novembro 2009, 2:24 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Vou lhes dizer: tem alguém tirando sarro da minha cara, em alguma cabine de edição da vida. E o dia que eu pegar o desgraçado… Ah… Eu lhe dou um buquê de rosas!



O que sou eu quando o prédio cresceu?
Domingo, 1 Novembro 2009, 5:58 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Neste delírio paulistano em que me encontro, sem saber – de novo – se sou de lá ou sou de cá, alterando a contagem de “faltam X dias para eu voltar para o Cariri”, para “faltam Y dias para eu ir embora de São Paulo”, me deparei com um prédio conhecido.

Fica na esquina da casa em que eu morava, na Vila Mariana. Na verdade, são dois. Um condomínio chique-chiquérrimo, de um milhão e meio de reais o apartamento com vista (longínqua) para o Ibirapuera.

Não tinha visto ele ficar pronto, e quando o fiz, lembrei de um texto antigo, de 2005, em que me perguntava: “O que eu vou ser quando o prédio crescer?”.
O comentário que recebi da Gi, quebrando minha filosofia, foi: “Na verdade, como as construtoras são riquíssimas e contratam muita gente, os prédios vão terminar super rápido e sua vida vai continuar a mesma. Sinto muito, mas éap verdade”.

Bom, vamos aos fatos:

Ainda estarei aqui? – Não lembro a que “aqui” me referia, mas talvez seja Vila Mariana / São Paulo. Mas não, não estou. Nem moro no bairro, tampouco na cidade. (obs: Se “aqui” for viva, estou.)

Terei acabado a faculdade? - Teria, se fosse uma pessoa normal, equilibrada e que acreditasse em diplomas.

Escrito meu livro? - Outra dificuldade: qual livro? Mas deve ser o do Amapá, já que eu não conhecia o Cariri em 2005. Não, não escrevi. Mas fiz um outro, sobre a Casa Grande.

Achado minha 123ª alma gêmea? - Essa é ótima! Era uma piadinha: porque todo mundo que eu gostava, achava que gostava muito. E simplesmente isso não tinha acontecido de verdade ainda.

Meus amigos ainda estarão ao meu lado? - Alguns sim, outros não. No lugar dos “outros não”, mais um monte de novos “alguns sim”.

Mas a verdade é que minha vida, ao contrário do que a Gisele previu, não é a mesma. Eu não sou mais a mesma desde o dia em que entrei no Almanaque. Ali a vida começou a começar, e eu tratei de dar a ela, enfim, o rumo desejado.



Tu freves. Ele freve. Eu frevo.
Sábado, 31 Outubro 2009, 11:59 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Muito antes dos meus delírios pernambucanos, eu já sonhava com o Frevo. Mas não era o ritmo centenário, e sim a lanchonete localizada na rua Augusta, perto do Espaço Unibanco.

Foi logo quando entrei na faculdade, em 2000. No auge dos meus 17 anos, achava a coisa mais chique do mundo sair do cinema e ir comer. Eu e minhas amigas mal tínhamos dinheiro para um sorvete no McDonalds, quanto mais um beirute de vinte reais.

Pensava que, quando fosse uma intelectual bem de vida, faria isso em um dia frio, só para dar mais status.frevo
O tempo passou. Quase dez anos depois, a ideia não me parecia assim tão complicada, e parei de ambicionar.

Hoje procurava um lugar para comer com minha incrível amiga Nati, mais uma cria do Almanaque Brasil. Contei, rindo, esse “sonho de juventude” e ela que não é de perder tempo, me arrastou lá pra dentro.

Eis que, sentada no Frevo, me comportei como adolescente. Não sei o que me deu. O que nos deu. Só sei que a gente implicou que o garçom achpu que éramos estudantes e não nos deu bola (bom, a Nati ainda estuda), rimos alto, derrubamos comida.

Enfim: tudo o que eu faria aos 17 anos. Acho que foi a emoção. Não é todo dia que se realiza um sonho de dez anos, tampouco que se ganha uma grande amiga.

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Falando no outro Frevo, o ritmo pernambucano, leia AQUI o especial sobre o centenário que escrevi em 2007 para o Almanaque. Eita coisa boa que foi fazer essa matéria!



Quem quer matar o BNB põe o dedo aqui!
Quinta-feira, 29 Outubro 2009, 9:47 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Prorrogado para próximo dia 20 (DE NOVEMBRO!!!!!!!!!!) o resultado do Programa BNB de Cultura – Edição 2010 – Parceria BNDES



Tudo pode acontecer: até mesmo nada
Quinta-feira, 29 Outubro 2009, 3:00 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

O Guia do Mochileiro das Galáxias faz duas recomendações a quem deseja viajar pelo universo. A primeira, é sempre carregar uma toalha. A segunda vem estampada em sua capa: “não entre em pânico!”.

Desde que resolvi navegar por terras além-Tietê, utilizo o conselho do livro. Não o da toalha, mas o de manter a calma.
E, realmente, desde que produzi com o Luis o primeiro show do JP Simões no Brasil, acreditei que nunca mais alguma coisa me tiraria do sério.

Se me mantenho controlada em uma situação, não descobri, ainda, jeito de conter a ansiedade. Sempre me enrolo pessoal e profissionalmente, por não ter paciência de esperar.

E eis que, amanhã, três meses após eu enviar meus projetos para o BNB de Cultura, sairá o resultado. Não queria depositar tantas esperanças em algo que não depende mais de mim, só que tá dificil segurar a imaginação.

A combinação de possibilidades para minha vida após dia 30 de outubro é tão vasta, que tive que fazer uma tabela no Excel para entender. É um negócio do tipo: “se tal coisa e tal coisa derem certo, ganho X, moro em tal lugar”.

Se qualquer uma der certo, viva! E são quatro coisas diferentes! Se todas derem, viva vezes viva!
O lance é se nada rolar. Aí, minha gente, é pegar meu banquinho e sair de mansinho para a Lua, Marte ou Júpiter: o que tiver transporte antes.

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