Eu não disse?


Gira, mundo
terça-feira, 2 fevereiro 2010, 5:37 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Eu não acredito em previsões do futuro. Pelo menos, até que aconteçam.  Ano passado ganhei da minha prima uma consulta com uma numeróloga. Ela me falou coisas interessantes, que eu queria que fossem verdade, mas que me esforcei para não transformar em encanação.

Minha mãe leu o tarô dia desses. A Taís, idem. E um acontecimento recente fez com que lembrasse de um ponto em comum entre as três “previsões”.  Elas diziam que tudo o que não cabe no próximo ciclo de vida que viverei, será aos poucos descartado. Não necessariamente por mim, mas pela ordem dos acontecimentos.

Nem sempre essas coisas são ruins. Simplesmente não se encaixam. E algumas amizades que se vão são bons exemplos.
Há pessoas de quem somos amigos até a página 2, porque nada nos une a não ser um gostar meio inexplicável. Não gostamos das mesmas músicas, não encaramos as dificuldades da mesma forma. E, se a única coisa que restava era a confiança, e essa se desfaz, aí, já era.

E já é. A vida segue, sem choros. Estranho mudar de casa sem sair do lugar.



Notícias da Cloe
domingo, 24 janeiro 2010, 10:49 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Com a chegada da Yasmine a São Paulo, descobri algumas coisas.

A primeira, é que quem me vê aqui e me viu no Cariri sentencia: a Mariana de São Paulo é mais feliz. E eu corrijo: a Eu daqui tem mais perspectivas e mais dinheiro. Logo, sabendo para onde ir e tendo como, é mais fácil fazer a cabeça funcionar.

A segunda, e mais cruel, é que não acredito mais no amor romântico. Vejo a Mine,  essa fonte inesgotável de bons sentimentos e sonhos. E eu, cada vez mais racional, com perguntas práticas: “mas e aí, o fulano tem bom papo?”. E a resposta: “não sei… a gente fica se olhando abobado, admirando um ao outro”.

Faz um tempo descobri que não quero mais uma casinha de sapé, nem um sobradinho fofo com cerquinha branca e um labrador no jardim. Meu príncipe encantado não é mais moreno, tampouco loiro. Nem louco, nem normal.

Não há nem príncipe. Só um cara – sujeito indefinido, mas inspirado em um modelo real – com quem tudo é muito bom e simples, porque é mútuo. Sem angústias e significados para o que é amor. Sem essa palavra chata e batida. Com sentimento sentido, não discutido. Conversas e admiração incessantes.

Se não for assim, não quero. A ’sperança é um dever do sentimento.



Perguntei!
sexta-feira, 15 janeiro 2010, 1:52 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese | Tags: ,

Entre as perguntas que consegui fazer para a dupla Victor & Leo, está a que me fez filosofar e ser xingada neste ano que passou: qual o ponto da virada da vida deles?

Como dois caras tocam mil anos ali, no Avenida Club, e em determinado momento, viram ídolos nacionais? Tipo, por que eles e não Edson e Hudson, sei lá… Penso nisso desde julho, quando vi o show na Expocrato.

Enfim, perguntei e eles foram fofos e unânimes ao me dizer: foi a gravação do CD ao vivo. E não só. Foi quando eles se envolveram diretamente na produção, cuidando de todas as etapas da gravação. Ou seja: quando fizeram seu disco mais “Victor & Leo” de todos. “A gente não fez nada além de lançar o CD. Mas os e-mails começaram a chegar”, falou o Victor.

Agora falo eu: ali, vendo o show e tirando fotos a meio metro dos caras, digo que rola uma energia surreal naquele palco. Eles se transformam.  Amam cantar. Mas não sei até que ponto a fama interessa e agrada.  O Leo leva mais de boa, mas o Victor falou, saudosista: “fizemos oito meses de show antes de sermos contratados pela gravadora. A gente chegava em uma cidade, todo mundo sabia cantar a música, mas nossa imagem não era conhecida. Foi um tempo muito bom”.

Claro que tinha que ter o momento surreal da Mariana. Foi quando me apresentei pro Leo e ele perguntou-afirmou: “a gente já se conhece, né?”. Falei que eu conheço ele já faz um tempo, mas ele estava me conhecendo ali.
Moral da história: ou sou comum, ou tenho tripla personalidade, ou um clone, porque já me viram da Suiça à Parelheiros!



Filosofando com Victor e Leo
quinta-feira, 14 janeiro 2010, 12:11 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Estou aqui pesquisando para os rápidos 5 minutos de conversa que terei com a dupla Victor & Leo hoje de noite. Mas os questionamentos são tantos!

Nunca pensei em quem era Leonardo antes da fama, e o que a mudança de vida causou nele, por exemplo. Mas desde que ouvi Victor e Leo, fiquei encucada.  Sinto a trajetória deles tão próxima das inquietações pelas quais passei produzindo o Bazar… Talvez porque os ache muito talentosos e, ao mesmo tempo, nada célebres, no sentido de exporem a vida.

Minhas questões vão desde as musicais, sobre a influência rock de Victor, quanto as pessoais, de como eles vêem a vida. Mas elas ficarão para uma outra oportunidade.



O Cariri no cinema
quarta-feira, 13 janeiro 2010, 12:39 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Estava Mariana em seu lugar. Veio um filme lhe fazer mal…

Saio do meu patriótico bairro, caminho pela intensa Avenida Paulista, ligo para meus amigos e digo que não sei o que teria sido de mim se não voltasse pra cá.

Entro no cinema para assistir a um documentário sobre Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga.  E o que vejo na tela é quintal dos Irmãos Aniceto. Seu Raimundo na feira. Mestre Aldenir. Ai, céus. Mestre Aldenir e seu reisado. E Espedito Seleiro. E a Chapada do Araripe.

E aí é só choro.

Mas o filme… Muito bom. Embora tenha às vezes ficado confusa com algumas informações e achado que a vida da filha dele aparece em excesso, recomendo, e muito! Assistam O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira. E vejam os vídeos do blog. Shows exclusivos.

Documentário sobre a vida de Humberto Teixeira



Guri
terça-feira, 12 janeiro 2010, 12:15 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

O terceiro setor geralmente me irrita. Centrado nele mesmo e não consegue atingir a “massa” com seus produtos finais. Por isso, quando surge uma banda como Os Cabinha, as atenções se voltam para eles: rock social!

E agora recebo, sem esperar nada, um cd para ouvir: Projeto Guri Convida. Quando olho na capa, os nomes já me chamam a atenção: Fernanda Takai, Catatau, Curumin, Siba, Arnaldo Antunes.

São 18 músicas, e mais de 20 participações especiais no disco, gravado pelas crianças e jovens do projeto .

Fiquei bem impressionada. Nessa fase em que busco ideias para compor meus objetivos neste ano, coisa linda esbarrar com esse cd.
Aliás, todo dia algo aparece. Gosto disso.

Capa do CD Projeto Guri Convida



Sustinho
quinta-feira, 7 janeiro 2010, 12:22 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Acabei de ler a seguinte notícia: “Serra oferece 90 vagas em cursos de artesanato para idosos”. Logo pensei que o cara estava se superando, querendo votos de velhinhos.

Mas não era tão grave: Serra é uma cidade do Espírito Santo.



Primeiras saudades do ano
quarta-feira, 6 janeiro 2010, 10:56 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Acordei hoje um tanto quanto mal humorada, bastante saudosista. Não exatamente da vida que eu estava levando nos últimos meses no Cariri, mas da que eu ia levar dali em diante. As coisas estavam entrando cada vez mais no eixo. Tinha um objetivo, uma vida a completar. Mas demoraria um tanto ainda.

Em São Paulo as coisas caminham em um ritmo bem mais rápido. Mas ela tem um problema principal: falta de qualidade de vida. Isso se reflete em preços altos, trânsito, poluição, saúde zero.

Mas vamos que vamos. Primeiro, a gente ajeita a casa. Depois, faz novos planos.



Pagando o túnel do tempo para o Guarujá
sexta-feira, 1 janeiro 2010, 12:17 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A reportagem que eu fiz ontem me levou a um lugar bem conhecido: o Guarujá. Foi por lá que passei tantos e tantos reveillons, na casa de inúmeros parentes que tinham ou ainda tem casa na cidade. Mas ficava, principalmente, no apartamento da minha avó, em Astúrias.

Em 2009, ela vendeu o apê. A gente já não ia lá. Eu, inclusive, sempre tive o Guarujá como “o lugar para onde ir quando não tenho para onde ir”. Mas voltar lá e não ter o bom e velho prédio Guarusol a me esperar foi estranho.

Segui direto para a Enseada, onde é a casa dos entrevistados. De lá, vi os fogos estourarem na praia, à meia noite. E, pela primeira vez, não pensei em nada. Não desejei que o ano acabasse logo, que o outro viesse assim ou assado. Estava vivendo o presente, e só.

Não é preciso pensar muito para entender os passinhos que a gente dá na vida. Meu ano terminou tão bem, que não tinha porque ficar perdendo horas pensando em desejos para 2010.

O que fiz, dia desses caminhando do metrô pra casa, é tentar entender o que quero da vida como um todo. Aí, sim, fica mais fácil.



Entrando 2010 no ritmo de uma Ferrari
quinta-feira, 31 dezembro 2009, 12:25 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Não achei esse ano especialmente ruim. Pelo contrário, até me dei conta de que foi tanta coisa acontecendo, que não vivi o suficiente cada momento.  E até o último segundo de 2009 eu vou trabalhar. O site da Contigo! me escalou pra cobrir o reveillon de uma família digamos, vencedora, no Guarujá.

Alguém que, como eu, e quase ao mesmo tempo que eu, teve que renascer em 2009. Amo surpresas desse tipo. Amo voltar pra casa e já ter que sair.

Amo, principalmente, o ano bom que será o que vem.

Feliz ano novo a todos!



Carioquices
quarta-feira, 30 dezembro 2009, 6:45 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Acabo de voltar do Rio de Janeiro. Foi uma viagem meio rápida e confusa, mas o suficiente para dar vontade de querer explorar novamente o lugar.

Tenho tantas lembranças poderosas de lá, que me inspiro a buscar mais, sempre contra a corrente da mediocridade…

Já não tenho muito o que conhecer lá (claro que tenho até em São Paulo, mas digo os lugares óbvios), então minha vontade agora é de conviver. Viver a vida dos cariocas, de preferência longe do Leblon…



O ano que não acabou
quinta-feira, 24 dezembro 2009, 1:23 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Final de ano, retrospectivas bombando. Resolvi fazer a minha também, citando os 10 tópicos mais surreais de 2009. Lá vão eles, por ordem de acontecimento:

O Amapá existe!

Em janeiro fui a Salvador com os meninos de Abanda, banda instrumental da Casa Grande, que se apresentou na Bienal de Cultura da Une.
Como se já não bastasse a surrealidade de voltar ao ambiente “de esquerda”, reencontrando o pessoal da Juventude do PT, conheci, na piscina do hotel, um índio do Amapá.
Para quem sabe do meu histórico de fixação com aquele estado, deve imaginar o quanto o rapaz sofreu com minhas perguntas. E também o quanto eu fiquei feliz de conversar com alguém de lá. No papo, a descoberta que me rendeu uma matéria pro Almanaque: o Brasil não vai mais do Oiapoque ao Chuí!

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Eterna mombojete

Em fevereiro passei meu primeiro carnaval em Recife. Munida de um lindíssimo crachá-cd de imprensa, tive passe livre pra entrevistar as celebridades para o blog da Contigo!. Já no último dia, joguei a toalha, fui pra  Olinda e voltei doida, o que me rendeu um rasgo na perna, feito no backstage do show do Cordel. E ali, sentada no chão, com o corte sangrando, conversei com o Marcelo Campello, ex-Mombojó. Sem saber se ele estava afim de ouvir, relembrei o célebre ano de 2004, de campanha munipal e chegada da banda a São Paulo. Eu trocando o jingle da Marta na kombi do PT pelo cd dos caras, e rodando feliz pela cidade.

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Balada internacional no bar do Marconi

Músicos da mostra PLP

Maio foi o mês mais aguardado da minha vida. Da mostra Cariri das Artes dos Países de Língua Portuguesa, em Nova Olinda. Minha primeira produção complexa, com músicos vindos de Moçambique, Angola, Portugal e Cabo Verde. E alguns dos principais produtores culturais brasileiros. Tudo junto.
Certa noite, as atrações se reuniram em um botequinho da cidade de 12 mil habitantes, no interior do Ceará. Sentados na calçada do bar do Marconi, estavam JP Simões e Joana, sua namorada, Stewart Sukuma, Paulo André Pires, Paulo Brandão e Elizah e Filipe Mukenga. Quem der um Google vai entender a importância da coisa. Simplesmente a nata da música internacional tomando cerveja com a minha mãe.

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Mais um Marcelo

Morando em Florianópolis, em 2004, eu ouvia a música O Vencedor, do Los Hermanos, pensando em dias melhores. De volta à facul, em São Paulo, sonhava em deixar o verão para mais tarde, ainda na temática do Ventura.
Mas foi em abril de 2009 que falei com o Marcelo Camelo pela primeira vez, no Cine São Luiz, em Fortaleza. Fui me apresentar como produtora de Os Cabinha, banda de lata da Casa Grande, com quem ele tocaria em maio, no Sesc Ipiranga, em São Paulo, na mostra Cariri, Ser Tão Cultura, que ajudei a produzir. No dia, ele estava com a Mallu Magalhães, que também compareceu ao ensaio, em São Paulo.
Nada mal pensar que produzi um show de Marcelo Camelo. E ainda troquei três frases com o Amarante em Recife. Um ano bem Los Hermanos!

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Auditório Ibirapuera

Curumin ensaia com Os Cabinha

No dia 31 de maio entendi porque Oscar Niemeyer é tido como gênio. De turista em São Paulo, olhando a plateia do Auditório Ibirapuera a partir do palco, seu backstage e acústica perfeitos, pensei em como eu gostaria de viver de produção para o resto da vida. E senti um orgulho do tamanho do mundo ao ver meus cinco Cabinhas arrasando ao lado do Curumin, que com toda a coragem e “gente bonisse”, convidou as crianças a continuarem no palco depois das músicas previamente ensaiadas.
No finalzinho, o Momô ainda pulou do palco com sua guitarra de madeira, em uma atitude rock que só aquele indiozinho lindo de Nova Olinda poderia ter.

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Goiabal

Prefeitura de Abaiara

Escrevendo para a revista Pense!, da Seduc do Ceará, e para o Jornal do Cariri, viajei bastante pelo interior do estado. Certo dia de agosto fui a Abaiara, uma cidade minúscula, de seus 8 mil habitantes, ou coisa assim, que tinha bons índices em educação.
Para chegar lá, foram umas quatro conduções. Muito sonada, desci da D-20 e perguntei pela prefeitura. Quando olho, simplesmente era a mesma do meu sonho com o Amapá /Goiabal, já citado no primeiro tópico. Tremi, fiquei pasma. Na hora só não associei com a goiaba.
No entanto, contando para a Côca do acontecido, ela simplesmente me apontou o quintal da vizinha com o dedo: morei dois anos do lado de um goiabal, bebi infinitos sucos e não me atentei de estar vivendo, enfim, no meu sonho.

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A cachaça da honestidade

Kariri com K

No começo de novembro, final do meu primeiro mês de volta a São Paulo, saí para beber um vinho com um amigo que não via há tempos.
Não achamos o boteco pretendido e acabamos em um outro lugar, de comida baiana, especializado em cachaças. Para começar a surrealidade, encontrei meu ex-chefe em um contexto bem curioso. Ainda achei no cardápio a cachaça Kariri! De Barbalha… Ótima.
Na hora de pagar, eles não colocaram na conta uma caipirinha que tinha tomado. Avisei meu amigo, que chamou o garçom, que até então tinha sido bem desagradável. O cara ficou tão feliz com a honestidade, que trouxe, pro meu amigo, uma cachaça de sua cidade, Pirassununga. Aí começou a comédia, porque falou desesperadamente sobre tudo. Sobre uma cidade a duas da sua, que tinha um peixe xis, da 51 que não deixou a Ford se instalar, e mais um tanto de coisas.
Pra terminar, descobri que todo mundo lá é do Ipiranga. Amigos para sempre!

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O show que eu contei os dias e as horas para ver

Cartaz da 11ª Mostra Sesc Cariri de Cultura

Para entender o que senti em novembro, durante o show do Del Rey na 11ª Mostra Sesc Cariri de Cultura, no Crato, é preciso voltar a 2004, quando eu e São Paulo vimos um show do Mombojó pela primeira vez. Depois, seguir pela minha entrada no Almanaque Brasil em 2006, a descoberta do Cariri e minha ida para a 9ª Mostra em 2007 e os dois anos que se seguiram até agora.
Colocando na cumbuca todas as vezes que cantei, nesses anos todos, o refrão “e pra começar, eu só vou gostar de quem gosta de mim” deu o seguinte resultado: eu com a cara no chão, vendo o menino que queria beijar pegando outra, lembrando do que me fez ir pro Cariri na primeira Mostra e desacreditando que estava vendo aquele show, naquele dia, naquele lugar. Bom pro dia seguinte, de energias renovadas e menininho comigo.

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Frank, mora?

Ainda em novembro (haja!), um acontecimento bem surreal. Vendo que havia um filme em cartaz na Mostra Internacional de São Paulo com a mesma temática que um dia pensei em desenvolver, postei um desabafo para ninguém, questionando as ideias que estão no ar. Tempos depois, surge dos céus o diretor do filme, dizendo que a ideia dele “não partiu de uma cabecinha tão mediocre quanto a sua e esse seu texto”. Uhu. E ainda gritou, com a voz fantasmagórica: “Guarde bem meu nome pra meus próximos filmes”.  Tá!

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O ato falho, ou falha nossa

Dezembro no Crato. Voltei para buscar minhas coisas, depois que a Contigo! me chamou para ser a planonista fixa por aqui. Foi pouco depois da Mostra e eu tinha vivas na cabeça algumas lembranças e certezas, que ousei revelar à Yasmine. A principal é que eu estava livre, de verdade, daquela praga que um dia me rogaram.
Minutos depois, vou até a praga, por questões profissionais, e passo a maior vergonha dos últimos mil anos. Perguntada se meu telefone de contato ainda era o mesmo, eu dei o número, que, ao final, gerou estranheza. E como não poderia? Era o dele. Eu esqueci meu telefone e lembrei do dele. Morra, Mariana.
Sem saber em que buraco me enfiava, só pude informar que Freud deveria ter uma explicação para aquilo (já que eu não tinha, nem tenho). Na rua, teria me chicoteado se achasse o equipamento adequado.
Por que essas coisas acontecem comigo, meu santo Benedito?

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Bispo assume o milagre em Juazeiro – tópico adicional

Eram 10 tópicos os iniciais, mas não poderia deixar de lado esse acontecimento histórico que presenciei em Juazeiro do Norte, no começo de dezembro.

Lira Neto e Dom Fernando Panico / Foto: Yasmine Lacerda

Durante o lançamento do incrível livro “Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão”, o autor, Lira Neto, ouviu pela primeira vez a opinião da Igreja a respeito da obra. Quem falou foi o bispo do Crato, Dom Fernando Panico, e o fez na frente de toda a plateia do teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri.
Virando sua cadeira para o autor, ele discorreu sobre o medo que tinha de uma possível má utilização dos documentos da Diocese, já que Lira Neto se declarou, desde o princípio, agnóstico. Por fim, disse que estava tranquilo, satisfeito com a obra, que é resultado de um “bom jornalismo”.
Além dessa “absolvição”, o interessante foi ver Dom Fernando dizendo que estava em “Juazeiro, terra que Jesus disse à Maria de Araújo que era preciso ser cuidada”. Para quem sabe minimamente da história, simplesmente ele estava assumindo que houve milagre em Juazeiro, coisa que a Igreja negou por mais de 100 anos, o que fez Padre Cícero ser proibido de rezar missas e batizar. Agora, os católicos querem reabilitar Padim, pra conter o avanço dos evangélicos no sertão. Exemplar.



Final
quarta-feira, 23 dezembro 2009, 4:52 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Ontem o ano meio que acabou. Foi um bom último dia, com showzinhos ótimos em um Tapas com público execelente e a vantagem de ser, pra mim, o melhor lugar do gênero em São Paulo neste momento.

Muitos adjetivos, muitas ideias na cabeça. Agora é hora de juntar tudo, ficar quietinha no meu canto e entender qual é a de São Paulo novamente.



O blog da moça pelada
quarta-feira, 23 dezembro 2009, 3:32 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Informação relevante a respeito da história recente deste blog:  o maior número de acessos vindos do Google foram gerados pelo termo “moça pelada”.

Em segundo lugar, está a “smurfete”. Em terceiro, “Smurfete pelada”. (Não! Essa é mentira…) . O terceiro lugar é ocupado pelo singelo nome da página: “eunaodisse”, tudo junto.

Bom, então vamos às explicações. O moça pelada tem a ver com a sensibilidade de uma menininha, então com 6 anos, que preconizou uma história com final infeliz.

Smurfete? Foi de um dia que eu estava feliz da vida e me comparei a uma!

Vai abaixo a reprodução dos primeiros lugares da lista!



Cãozinho
segunda-feira, 21 dezembro 2009, 9:25 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Andando no Parque da Independência, desviando de um cara com um skate e um pitbull, ouço o dono chamar o cãozinho: “Monstro, vem aqui!”.

Sugestivo, né?