Eu não disse?


Ai, Recife…
Quinta-feira, 12 Novembro 2009, 10:28 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Felicidade é passar o dia em Recife depois de oito meses distante.

É  falar besteira com a amiga querida tomando caipirinha de morango em Boa Viagem.

Dificuldade é responder para a moça do aeroporto a pergunta: “você é da onde?”.



Tá pensando que a vida é fácil?
Terça-feira, 10 Novembro 2009, 2:19 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A proposta era tentadora: passar dois dias em Recife, com direito a uma ida no bar Central, conhecer a casinha nova da Priu e rever o Luquinha.

Depois, partir para a Mostra Sesc Cariri. Lindo.

Ontem até fiz um esquenta, indo à Mercearia São Pedro, que é um daqueles bares feitos pra fingir que São Paulo é menor do que realmente imaginamos. Revi pernambucanos. Tava só no ritmo do frevo.

Eis que agora recebo uma ligação do Sesc pedindo pra eu escrever o jornal da mostra, o Flor de Pequi. Já eram as pernas para o ar. Já eram os dois dias de Recife. Mas lá vem um monte de coisas legais pra fazer.

Mariana, seu sobrenome é trabalho. (E essa frase foi extremamente brega).



Desculpa se eu pensei…
Segunda-feira, 9 Novembro 2009, 2:14 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

(Da série: Tudo acontece em Mariana Albanese Town)

Se sua vida é chata, venha ser eu! Todo dia tem uma novidade por aqui. A de hoje foi a resposta do diretor do filme Ponto de Virada, Frank Mora, sobre um post que coloquei dias atrás.

Nele, falava APENAS, que eu tive uma ideia, que outra pessoa teve essa ideia, e que ela foi mais rápida que eu. Se era a mesmíssima coisa, não sei. Como expliquei por lá, não pude ver o filme.

E pronto.

Mas eis que recebo o seguinte comentário do diretor estressado (que começou errando meu nome):

Mariane, caríssima. Voce deveria mesmo assitir meu documentário. Tenho certeza que vai, como todos que assitiram, se supreender com os depoimentos, que ao contrário do que imagina voce e outros tantos que talvez tivessem tido essa mesma ideia, ficarão estupefacientes com( volto a dizer)as respostas dos participantes do filme.Viradas finaceiras,ou bem sucedidas como sugeriu que fosse o filme é uma impressão rasteira e reduzida da proposta do PONTO DE VIRADA . Aliás isso voce e mais de um milhão de pessoas já pensaram. Mas escolhi voce para responder a tantos outros milhares que comentem nesse momento de reconhecimento artístico e profissional, sempre essas impressões covardes a cerca de uma ideia que tenho certeza, não pariu de uma cabecinha tão mediocre quanto a sua e esse seu texto.

Guarde bem meu nome pra meus próximos filmes e escolha outras vítimas para suas frustraçoes, ok!?

FRANK MORA
Frank Mora

Então, não deveria, mas vou explicar:

- No texto eu digo que ele NÃO copiou minha ideia, porque SIMPLESMENTE não tinha como. Provavelmente, quando eu pensei nisso o filme já estava sendo rodado.

- Minha cabecinha teve a mesma ideia que a dele, ou semelhante. Isso quer dizer que a dele também é medíocre?

- Bom, de resto, desculpa se eu pensei. Vou tentar não fazer isso das próximas vezes.

ABRAÇÃO, Frank!



…?!?….
Quinta-feira, 5 Novembro 2009, 3:59 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A mesma prima do post abaixo fez a pergunta clássica quando me viu:

- Você veio para ficar, ou vai embora?
- Eu vim para ir embora, mas vou ficar.
- …?!?….

Madame “estou-indo-contrariada-pra-São-Paulo-porque-minha-casa-é-no-Cariri-e-eu-odeio-poluição”, pensou, alguém de plantão ouviu, e fui chamada para ser fixa no site da Contigo!. Desde já.

Em seguida, pensei que estava um calor danado e que poderia chover. Voltei ensopada para casa.



Vila de Piratininga
Quinta-feira, 5 Novembro 2009, 3:54 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Fui de manhã a uma reunião na Contigo!, e quando saí, liguei para minha tia Morena, peguntando se ela estaria em casa para eu visitá-la. “Não, farei um curso de tarde”.

Beleza, fui andar na Paulista encontro a prima do meu pai: “nossa, você aqui?”. “Vai pra onde, Vivetinha?”, perguntei. “Para a casa da minha mãe. Tenho que dar aula de astrologia para a Morena“, ouvi.

Oi? Alguém aí disse que São Paulo é uma vila?



Besta é tu!
Terça-feira, 3 Novembro 2009, 3:24 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Envelhecer tem suas vantagens. A gente vai ficando mais político, achando um jeito de dizer “não”, sem ser desagradável.
Com o tempo, aprendi a me fazer de besta. Faço isso, principalmente, com quem acha que está sendo mais esperto que eu. Provavelmente existem os que realmente me fazem de besta. Mas tenho certeza, também, que outro tanto de gente não saca minha ironia, e devo isso em grande parte à minha cara de bebê.

Sei que com isso levo fama de ser ingênua, “menininha”. Mas tudo bem: vale tanto pra profissão, quanto pra vida pessoal. Fácil me fazer de desentendida quando não quero ficar com uma pessoa: eu simplesmente finjo que não entendi a sutileza de um convite. Tasco uma coisa bem nada a ver no meio, para quebrar o clima, e passo por boboca.

Me fazem de trouxa profissionalmente? Claro. Sorrio, finjo que a vida é assim mesmo. Na próxima esquina a gente se encontra.



Praticamente um show de Truman
Segunda-feira, 2 Novembro 2009, 2:24 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Vou lhes dizer: tem alguém tirando sarro da minha cara, em alguma cabine de edição da vida. E o dia que eu pegar o desgraçado… Ah… Eu lhe dou um buquê de rosas!



O que sou eu quando o prédio cresceu?
Domingo, 1 Novembro 2009, 5:58 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Neste delírio paulistano em que me encontro, sem saber – de novo – se sou de lá ou sou de cá, alterando a contagem de “faltam X dias para eu voltar para o Cariri”, para “faltam Y dias para eu ir embora de São Paulo”, me deparei com um prédio conhecido.

Fica na esquina da casa em que eu morava, na Vila Mariana. Na verdade, são dois. Um condomínio chique-chiquérrimo, de um milhão e meio de reais o apartamento com vista (longínqua) para o Ibirapuera.

Não tinha visto ele ficar pronto, e quando o fiz, lembrei de um texto antigo, de 2005, em que me perguntava: “O que eu vou ser quando o prédio crescer?”.
O comentário que recebi da Gi, quebrando minha filosofia, foi: “Na verdade, como as construtoras são riquíssimas e contratam muita gente, os prédios vão terminar super rápido e sua vida vai continuar a mesma. Sinto muito, mas éap verdade”.

Bom, vamos aos fatos:

Ainda estarei aqui? – Não lembro a que “aqui” me referia, mas talvez seja Vila Mariana / São Paulo. Mas não, não estou. Nem moro no bairro, tampouco na cidade. (obs: Se “aqui” for viva, estou.)

Terei acabado a faculdade? - Teria, se fosse uma pessoa normal, equilibrada e que acreditasse em diplomas.

Escrito meu livro? - Outra dificuldade: qual livro? Mas deve ser o do Amapá, já que eu não conhecia o Cariri em 2005. Não, não escrevi. Mas fiz um outro, sobre a Casa Grande.

Achado minha 123ª alma gêmea? - Essa é ótima! Era uma piadinha: porque todo mundo que eu gostava, achava que gostava muito. E simplesmente isso não tinha acontecido de verdade ainda.

Meus amigos ainda estarão ao meu lado? - Alguns sim, outros não. No lugar dos “outros não”, mais um monte de novos “alguns sim”.

Mas a verdade é que minha vida, ao contrário do que a Gisele previu, não é a mesma. Eu não sou mais a mesma desde o dia em que entrei no Almanaque. Ali a vida começou a começar, e eu tratei de dar a ela, enfim, o rumo desejado.



Tu freves. Ele freve. Eu frevo.
Sábado, 31 Outubro 2009, 11:59 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Muito antes dos meus delírios pernambucanos, eu já sonhava com o Frevo. Mas não era o ritmo centenário, e sim a lanchonete localizada na rua Augusta, perto do Espaço Unibanco.

Foi logo quando entrei na faculdade, em 2000. No auge dos meus 17 anos, achava a coisa mais chique do mundo sair do cinema e ir comer. Eu e minhas amigas mal tínhamos dinheiro para um sorvete no McDonalds, quanto mais um beirute de vinte reais.

Pensava que, quando fosse uma intelectual bem de vida, faria isso em um dia frio, só para dar mais status.frevo
O tempo passou. Quase dez anos depois, a ideia não me parecia assim tão complicada, e parei de ambicionar.

Hoje procurava um lugar para comer com minha incrível amiga Nati, mais uma cria do Almanaque Brasil. Contei, rindo, esse “sonho de juventude” e ela que não é de perder tempo, me arrastou lá pra dentro.

Eis que, sentada no Frevo, me comportei como adolescente. Não sei o que me deu. O que nos deu. Só sei que a gente implicou que o garçom achpu que éramos estudantes e não nos deu bola (bom, a Nati ainda estuda), rimos alto, derrubamos comida.

Enfim: tudo o que eu faria aos 17 anos. Acho que foi a emoção. Não é todo dia que se realiza um sonho de dez anos, tampouco que se ganha uma grande amiga.

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Falando no outro Frevo, o ritmo pernambucano, leia AQUI o especial sobre o centenário que escrevi em 2007 para o Almanaque. Eita coisa boa que foi fazer essa matéria!



Quem quer matar o BNB põe o dedo aqui!
Quinta-feira, 29 Outubro 2009, 9:47 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Prorrogado para próximo dia 20 (DE NOVEMBRO!!!!!!!!!!) o resultado do Programa BNB de Cultura – Edição 2010 – Parceria BNDES



Tudo pode acontecer: até mesmo nada
Quinta-feira, 29 Outubro 2009, 3:00 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

O Guia do Mochileiro das Galáxias faz duas recomendações a quem deseja viajar pelo universo. A primeira, é sempre carregar uma toalha. A segunda vem estampada em sua capa: “não entre em pânico!”.

Desde que resolvi navegar por terras além-Tietê, utilizo o conselho do livro. Não o da toalha, mas o de manter a calma.
E, realmente, desde que produzi com o Luis o primeiro show do JP Simões no Brasil, acreditei que nunca mais alguma coisa me tiraria do sério.

Se me mantenho controlada em uma situação, não descobri, ainda, jeito de conter a ansiedade. Sempre me enrolo pessoal e profissionalmente, por não ter paciência de esperar.

E eis que, amanhã, três meses após eu enviar meus projetos para o BNB de Cultura, sairá o resultado. Não queria depositar tantas esperanças em algo que não depende mais de mim, só que tá dificil segurar a imaginação.

A combinação de possibilidades para minha vida após dia 30 de outubro é tão vasta, que tive que fazer uma tabela no Excel para entender. É um negócio do tipo: “se tal coisa e tal coisa derem certo, ganho X, moro em tal lugar”.

Se qualquer uma der certo, viva! E são quatro coisas diferentes! Se todas derem, viva vezes viva!
O lance é se nada rolar. Aí, minha gente, é pegar meu banquinho e sair de mansinho para a Lua, Marte ou Júpiter: o que tiver transporte antes.

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Um post para a Luanda Cozetti
Quarta-feira, 28 Outubro 2009, 4:01 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Dos leitores distantes, tenho carinho por uma em especial: a cantora Luanda Cozetti. Brasileira morando em Lisboa, faz com o marido Norton Daiello o duo Couple Coffee.

Não nos conhecemos pessoalmente. Foi o JP Simões, amigo português em comum, que nos “apresentou”. Desde então, ela acompanha minhas “aventuras” por aqui, como diz.

Enquanto era produtora (e espero voltar um dia a ser), tentei inúmeras vezes trazê-los para shows, o que não consegui, talvez pela inexperiência. Trago comigo essa dívida, que um dia espero pagar, assim como a visita, que ainda lhe farei, para um copo de café em Lisboa, talvez na famosa “A Brasileira”.

Por enquanto, fica meu agredecimento pela leitura e belas canções que tanto amo.

No vídeo, Luanda canta com o JP Simões a incrível “Se por acaso”:



Meia volta, volver!
Quarta-feira, 28 Outubro 2009, 3:44 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Ele, definitvamente, está fora dos padrões. E, talvez por isso, tem se mostrado fiel, do jeito dele. De uma fidelidade que eu não imaginava. Atenção logo de quem não esperava nada!
Haja paciência para tanta ausência. Já se vão quantos? Vinte e oito dias! “Não tem problema, eu espero”, escreveu.

Talvez pela falta de expectativas, pela impossibilidade de um futuro em comum e a garantia de um presente feliz-enquanto-durar, tudo o que vejo é tão simples e seguro!

Todo dia, um bom dia. Todo dia, “tdo d 1ª”. E um bom motivo para

botao_voltar



Cuidado com São Paulo!
Quarta-feira, 28 Outubro 2009, 12:20 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

A situação começou a ficar complicada quando ontem comentei: “está chovendo, mas saio de casa de qualquer jeito”.

É claro que aconteceu: São Paulo não me irrita mais. O frio me parece conveniente. Entro em filas com o padrão civilizado de quem se coloca à direta na escada rolante do metrô.

Já li sobre isso: quando a poluição tem acesso à nossa corrente sanguinea, começa a circular pelo corpo, sobre ao cérebro e causa esse estupor.

(Antes que alguém se manifeste, inventei isso agora)

fila

Fila: amiga dos paulistanos



O ponto da virada
Quarta-feira, 28 Outubro 2009, 11:36 am
Arquivado em: Por Mariana Albanese

As ideias estão no ar. Isso é um fato. Tento analisar, no entanto, se minhas elocubrações são tão óbvias, ou se tem gente demais no mundo, e por isso fatalmente alguém terá planos como os meus.

O fato é que, faz um tempo, comecei a viajar na seguinte tese: “qual o momento decisivo na vida de pessoas que se tornaram bem-sucedidas de uma hora para a outra?”.

Tinha dúvidas de se faria um livro ou um documentário, se é que o faria. Mas ele chamaria “O ponto da virada” e teria entrevistas com gente variada que tivesse esse perfil, das artes, esporte, TV, e outras.

Eis que, olhando o catálogo da 33ª Mostra Internacional de Cinema, vejo o seguinte título de documentário: “Ponto de Virada – o dia que mudou sua vida”, do diretor Frank Mora.
Trata-se de uma série de entrevistas com personalidades, para saber exatamente o que o título propõe.

É claro que com isso não estou dizendo que ele copiou minha ideia, porque nem tinha como. Apenas divido com meus três leitores a incredulidade do meu ser, que viu, pela segunda vez, um projeto seu executado por alguém que não eu.

(Por curiosidade: o outro era uma revista otimista, que apresentaria matérias negativas seguidas de soluções para os problemas. No estilo daquele programa “Caminhos e Parcerias” da Cultura, mas só focado na área cultural. E eis que tempos depois, surge a revista “Possível”, com proposta idêntica!)

Trailer do documentário, que não poderei assistir por incompatibilidade de horários…