Eu não disse?


Síndrome da vaca louca
Quinta-feira, 19 Junho 2008, 12:31 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Estava pensando nesses dias: quando o Cariri vai deixar de ser pauta para se tornar cenário dos meus posts? Ou seja: quando vou parar de falar daqui, para falar das coisas que vivo aqui, cotidianamente?
Mas aí a resposta veio a galope, a trote, ou sei lá como se chama o que a vaca faz quando corre. E ela veio, desembestada, como um http://vacalouca.zip.net/trem das onze.
Voltava de noite pra casa com meu amigo Rafa, depois de mais um papo na Praça da Sé. Falávamos da vida, de amores e desamores, quando vimos e ouvimos o que pensamos ser um arrastão.
- Uma vaca!
Uma vaca. Correndo desesperadamente em nossa direção. Na mesma calçada. A cinco metros, no máximo. Foi quando eu achei que ia morrer.
Ia ser uma morte estúpida, assassinada por uma vaca na rua de casa. E ela vinha que vinha. Era pior correr. Fomos meio devagarzinho para um lado. Ela também. Pro outro, ela também.
Talvez ela quisesse saber como é perseguir, ao invés de ser perseguida, situação que vive há séculos dentro do ditado do boi tonto.
Não sei quando foi que ela desistiu da gente. Eu estava de olho fechado, espremida perto da parede, quase arrancando o braço do Rafa. Sei é que quando vi que tinha sobrevivido, tive a maior crise de riso dos últimos 102 anos.


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Medo. Na acepção mais paulista do termo.

Comentário por Juliana




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