Eu não disse?


Eu, no caso
Terça-feira, 8 Julho 2008, 2:05 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Da razão para a total falta de razão, é um pulinho. Toda moral que a gente ganha agindo da maneira supostamente correta em um momento, vai às favas quando no instante seguinte falta o controle necessário para agir sabiamente.
E a existência do e-mail com certeza é a grande vilã dos precipitados. Eu, no caso.
Na época das cartas, a coisa era mais profunda. Primeiro que ninguém te mandava uma resposta de uma linha. Logo, você também não respondia estupidamente, porque entre escrever e mandar havia o “envelopar”. E antes de cerrar com cola o papel, duas ou três lidinhas básicas, para evitar arrependimentos póstumos. Havia ainda o ritual de ir até o correio. No meio do caminho, usando a perna para pensar, ainda dava tempo de mudar de idéia.
Dentro deste processo todo, o tempo. O grande balde d’água para cabeças esquentadas. A minha, por exemplo.
Recentemente ouvi críticas, e no dia seguinte, repeti novamente todos os erros que me foram apontados. Precisei vivenciar a minha própria estupidez para me dar conta dela. Talvez, tarde demais.


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