Arquivado em: Por Mariana Albanese
Existem os marinheiros, aqueles com um amor em cada porto. Eu sou o porto. Vejo constantemente os barcos se afastarem, levando parte de mim com eles.
Músicas sempre me influenciaram a pegar a estrada. Ou melhor, me pressionaram. Ao ouvir: “amanheceu, peguei a viola…” ou “minha vida é andar por esse país…”, me perguntava o que eu estava fazendo parada. Dei meu jeito de andar, e nessas andanças, vim parar no Cariri.
De viajante, virei porto. Hoje trago as pessoas para conhecerem a terra que me amarrou. Faço seus olhos brilharem, como o meu brilhou da primeira vez, e fico feliz de ter mostrado o Brasil para mais um brasileiro.
Não raro, guio alguém por aqui. Seja um visitante da Casa Grande, seja um amigo. E eles me ensinam. Deixam pedacinhos do mundo de presente, e uma certa confusão. De novo me pergunto: sou a de lá, ou a de cá?
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