Arquivado em: Por Mariana Albanese
Chega certa hora em nossas vidas em que tudo fica sério. Eu percebi isso quando fui no cartório assinar a autorização de viagem de Os Cabinha. Ali, cinco mães assinaram embaixo, dizendo que permitiam que os filhos viajassem a São Paulo sob minha responsabilidade.
Tão sério quanto ter cuidado de cinco meninos cantores em uma turnê por São Paulo, foi tentar entender as expectativas que isso estava gerando em mim e nos outros. E elas não bateram. Foi tanta coisa importante junta que virou sofrimento.
E vendo o quanto eu estava sofrendo, um observador externo me perguntou: “será que sua missão por lá já não se acabou?”. O “lá” da pergunta era o Cariri. E respondi que não. Porque não acabou, mesmo. E vi isso quando decidi não mais continuar na Casa Grande. Decidimos, na verdade. De ambas as partes, as expectativas já não são mais as mesmas.
Foi sem briga, foi sem rompimentos. O que não me impediu de acordar descobrindo que eu possuo muito mais pontos nervosos no corpo do que imaginava. A dor, no entanto, era em deixar este sol, meu apartamento, meu colchão, minha geladeira e minha família adotiva.
Ainda não acabou minha missão aqui. Algo me faz ficar, e não são apenas as amizades que construí. Ir embora seria fugir de sentimentos que eu não controlo, e que eu voltaria a sentir quando pra cá voltasse.
Então, a decisão foi ficar. Ficar pela Chapada do Araripe, ficar por quem ainda virá.
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Mari, não sei como anda sua vida. Ás vezes me pego preocupada com você. Espero que esteja bem. Por favor, não deixe de dar notícias.
Comentário por Samara Quinta-feira, 2 Julho 2009 @ 9:59 pmGrande abraço.