Eu não disse?


Tu freves. Ele freve. Eu frevo.
Sábado, 31 Outubro 2009, 11:59 pm
Arquivado em: Por Mariana Albanese

Muito antes dos meus delírios pernambucanos, eu já sonhava com o Frevo. Mas não era o ritmo centenário, e sim a lanchonete localizada na rua Augusta, perto do Espaço Unibanco.

Foi logo quando entrei na faculdade, em 2000. No auge dos meus 17 anos, achava a coisa mais chique do mundo sair do cinema e ir comer. Eu e minhas amigas mal tínhamos dinheiro para um sorvete no McDonalds, quanto mais um beirute de vinte reais.

Pensava que, quando fosse uma intelectual bem de vida, faria isso em um dia frio, só para dar mais status.frevo
O tempo passou. Quase dez anos depois, a ideia não me parecia assim tão complicada, e parei de ambicionar.

Hoje procurava um lugar para comer com minha incrível amiga Nati, mais uma cria do Almanaque Brasil. Contei, rindo, esse “sonho de juventude” e ela que não é de perder tempo, me arrastou lá pra dentro.

Eis que, sentada no Frevo, me comportei como adolescente. Não sei o que me deu. O que nos deu. Só sei que a gente implicou que o garçom achpu que éramos estudantes e não nos deu bola (bom, a Nati ainda estuda), rimos alto, derrubamos comida.

Enfim: tudo o que eu faria aos 17 anos. Acho que foi a emoção. Não é todo dia que se realiza um sonho de dez anos, tampouco que se ganha uma grande amiga.

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Falando no outro Frevo, o ritmo pernambucano, leia AQUI o especial sobre o centenário que escrevi em 2007 para o Almanaque. Eita coisa boa que foi fazer essa matéria!


1 Comentário até o momento
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Lisongeada estou com a citação, Mariana Albanese.
O grande dia do frevo… Só pra não perder o bonde da história!

Comentário por Nati




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